Entrevista gravada por Aramis Millarch em 1982. a autor do catatau num catatau de imagens-pensamento
ele deixa o entgrevistador um tanto louco tentando alinhar o pensamento edusivo do poeta.
basta clicar aqui
ps. cheguei aqui através do blog do ricardo aleixo
culturanavegante@gmail.com
visite o dengo-dengo cartoneiro - projeto de formação de leitores
http://dengodengocartonero.blogspot.com/
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Algo sobre as políticas para a cultura em navegantes
preciso utilizar este espaço para informar algo sobre os avanços das políticas públicas do ministério da cultura e da situação da cidade de navegantes diante deste quadro.
nesta quinta dia 02 o ministro juca ferreira foi à tv para anunciar alguns passos sobre as poíticas de seu ministério.
nesta quinta dia 02 o ministro juca ferreira foi à tv para anunciar alguns passos sobre as poíticas de seu ministério.
dois acontecimentos importantes marcaram a semana, a assinatura do plano nacional de cultura (pnc) e a medida que inviabiliza recursos para os municípios que não realizarem ações em prol da leitura.
a portaria assinada pelo ministro suspende o repasse de recursos para os municípios que não desenvolverem ações ou não tiverem no mínimo uma biblioteca pública. o minc investiu mais de 20 milhões em equipamentos e editais para implantação e melhorias em bibliotecas. navegantes não se enquadrou no edital por possuir uma população maior do que a solicitada pelo edital.
como estamos em navegantes?
navegantes possui a bilioteca pública cruz e souza, fundada na década de 70 e localizada na av. joão sacavaém na esuquina do beco do zicão. hoje está anexada à fundação culturall e está em funcionamento com um bom acervo. conta com a ABIM (associação amigos da bilioteca municipal) constituida em 2009. a cidade conta também com uma a sala de leitura Vicente Cechelero, situada na sede do instituto caracol na joão sacavém 160.
outra notícia importante foi a assinatura do plano nacional de cultura.
navegantes possui um sistema municipal praticamente constituido.
realizou as conferências de cultura, constituiu e ativou o conselho de cultura, fez funcionar pela primeira vez a lei de incentivo à cultura, oraganizou fóruns, cursos de artes; assinamos o acordo de cooperação federativa (veja aqui a lista) , temos a lei de tombamento patrimonial apra preservar a memória da cidade e estamos escrevendo o plano municipal de cultura. em fevereiro fui à brasília como delegado estadual do setor do livro, leitura e literatura e faço parte como suplente do colegiado nacional do livro, leitrura e literatura. estamos muito bem equipados com as estruturas políticas e com as ações solicitadas pelo minc, cumpridas. estamos prontos para receber verba do fundo nacional de cultura, e de outros recursos que forem disponibilizados.O que falta para a cidade são equipamentos culturais ou seja, espaços para apresentações e eventos. em reunião na ocasião do acordo de cooperação federativa assinado este ano o prefeito roberto carlos de sousa assumiu o compromisso de reformar o pavilhão de eventos que fica ao lado do ginasio de esportes para transformá-lo em um centro cultural. diria ainda que precisamos de espaços alternativos ao menos em um dos bairros para podermos produzir mais fora do centro. quero publicamente parabenizar o trabalho realizado pelo superintendente da fundação cultural marcos montagna, pelos esforços no sentido para implantar o sistema municipal de cultura e a lei de incentivo, um dispositivo importante para os artistas.
navegantes e itajaí são as únicas cidades da anfri que estão com o dever de casa cumprido de forma exemplar.
precisamos sempre que a classe artística mantenha-se informada e que os empresários recebam os proponentes dos 17 projetos aprovaods pela lei de incentivo. é um avanço nas políticas públicas municipais para a cultura. estamos no caminho.
eis os requisitos par ao sistema de cultura (os itens grifados foram implantados em navegantes)
eis os requisitos par ao sistema de cultura (os itens grifados foram implantados em navegantes)
A respeito do Wikileaks
Para quem ainda não teve acesso às informações sobre o vazamento dos documentos confidenciais publicadas pelo site Wikileaks ( 250 mil documentos) que colocou os EUA em alerta e detonou uma possível nova caça ao terrorismo diplomático atiçada por Hilary Clinton e pela mulher de oposição ao governo Obama, Sarah Palin
que chamou o pessoal da casa branca de incompetentes. Sugiro que visitem o biscoito fino e a massa do Professor Idelber Avelar que trabalha na Tulane University.
que chamou o pessoal da casa branca de incompetentes. Sugiro que visitem o biscoito fino e a massa do Professor Idelber Avelar que trabalha na Tulane University.
Francis Ford Coppola no Jô Soares -uma lástima
Jô Soares é um blefador. Manter um programa diário de entrevistas pode ser uma tarefa árdua, depende muito da produção do talk show. Tudo bem. Agora, quando o apresentador vai receber nada mais nada menos que Francis Ford Coppola, deveria se preparar minimamante. Não vi a entrevista ontem, mas ao visitar hoje o blog da Lola, fui ver no you tube e fiquei envergonhado a ponto de quase desisitir de ir ao fim. O Jô cometeu em 14 minutos, umas oito gafes das brabas!! Se prestarem atenção, antes de iniciar a entrevista, sua cara já era de desconforto e insegurança, como quem está pensando "e agora o que vou dizer pra este sujeito". Bem, para ver mais visitem o blog da Lola e leiam seus comentários certeiros.
pantomima de quíron
para Omar Azevedo
o sagitário avança na direção do sol
outra vez e passa
o mímico em sua pantomima
meio homem-equestre
camaleônico
o sagitário segue para o mar
que o sal em sua pele
tantas vezes pintada dance
em seu corpo desdobrável
outra rota zoodiacal
o sol aguarda atrás do horizonte a chegada
de quíron para outra consulta sobre sonhos
dizia ao escorpião em um tempo anatanho
que queria o texto que só tivesse boca
um texto que fosse além do ponto
aquele em que se fica mudo
para ouvir o que realmente o mundo
cantaria em sua boca
o sagitário avança em direção ao sol
e passa
mímico em pantomima
meio iara meio saci
imitando o mar.
![]() |
| Quíron e Aquiles - Gustave Moreau, 1859. 123X127 cm. |
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Josefina Ludmer
"La imaginación pública sería un trabajo social, anónimo y colectivo de construcción de realidad. Todos somos capaces de imaginar, todos somos creadores” Aquí América Latina josefina Ludmer (Eterna Cadencia, 2010)
Os gatos e as coisas
Se pensarmos na crônica e quisermos fazer coro com os adeptos das etiquetas, das estalagens que recebem ou às quais se destinam os tipos de escrituras, temos que flexionar os joelhos e orar ao tempo. Para quem ainda fica preso a necessidade de respostas sobre que tipo de texto estão lendo, sugiro uma crônica (entre tantas outras esquecidas nas paredes invisíveis da cárcere da ideia tempo) na qual figura um felino. Felinos perambulam a literatura desde muito. Baudelaire lembra que os chineses viam as horas nos olhos dos gatos, Borges deixa um tigre passeando em suas páginas.
Apareceu outro gato nas páginas de um escritor crônico e cronista. Digo crônico, pois este cronista escreve poesia e livros infanto juvenis. Aliás, eis outro problema crônico, classificar. A este respeito, o mesmo Jorge Luis Borges escreve ‘El idioma analitico de John Wilkins’ que está em Otras Inquisiciones, livro publicado em 1952. Neste texto que se torna mote para Michel Foucault escrever As palavras e as coisas (1966), Borges escreve a respeito do entendimento humano sobre o universo e das maneiras de classificação e da arbitrariedade da linguagem. Neste texto Borges relata que no idioma análogo de Letellier (1850) a, que dizer animal e aboj, felino e aboje, gato. Tanto Borges quanto Foucault tratam de uma arqueologia do discurso humano.
O que lemos então em Crônicas de gatos, (Design Editora, 2010) de Rubens da Cunha e ilustrado por Regina Marcis é uma narrativa sobre a saudade, aprendizado e transitoriedade. Um texto em que um sujeito rememora a passagem de um gato por seu universo. Um gato leitor que escolheu a estante de livros para dormir e que lia com seu dono. Um gato que desperta o sujeito e o faz crescer, “quando esse gato chegou, resolvi crescer junto com ele”.
O gato permanece durante um ano dividindo experiências de leitura com seu dono, depois desaparece. Crônica de gatos pode ser lido também como uma narrativa da infância, na medida em que este sujeito sem fala antes da chegada do gato, torna-se livro para o gato que aparece depois do sumiço do outro. Esse último gato lia pessoas e não livros como o gato anterior, lia seu dono que passou a ser a biblioteca de um gato. A existência do sujeito dessa maneira vincula-se a existência dos gatos ora como leitor, ora como livro para ser lido. Crônica de gatos é uma crônica para gatos, jovens e adultos.
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