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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Plano Municipal de Cultura de Rio Branco - Acre

O estado que saiu na frente com a impnatação do Palno Municipal de Cultura foi o Acre. aqui o link para o blog da cultura em Rio Branco onde estão disponíveis os documentos tanto do plano como os editais de incentivo à cultura.

http://culturarb.blogspot.com/2008/10/plano-municipal-de-cultura-roteiro-de.html

O gigante e o berço

Porto de Navegantes


no Itajaí açu, preparam o gigante
para levá-lo ao berço
os braços erguidos 
das matronas aguardam
a evolução na bacia
um banho no lugar
onde antes era a divinéia
dura um sonho ruidoso
seu sono de aço no leito.

O escritor português Gonçalo M. Tavares recebe prêmio na França.

O autor de Um Homem Klaus Klump (Cia. das Letras), vencedor de entre outros, o Portugall Telecom de 2007, recebeu prêmio de melhor livro estrangeiro publicado na França em 2010, concurso que já premiou escritores como o austríaco Robert Musil, autor de O Homem Sem Qualidades (primeira edição incompleta 1943, depois foi proibido e reeditado com mais um volume em 1952). Além de vários títulos publicados no Brasil pela Cia das Letras, tem ainda  O Livro da Dança editado e publicado em Santa Catarina pela Editora da Casa, do meu amigo e recém premiado Carlos Henrique Schroeder.

Tem mais aqui:
http://www.publico.pt/Cultura/goncalo-m-tavares-recebe-premio-do-melhor-livro-estrangeiro-publicado-em-franca_1467559

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

http://www.simdec.com.br/site/

Neste site você encontra os editais de incventivo à cuiltura de Joinville. Baixe e leia e compare com o nosso, é uma forma de entender formas diferentes de formento e partilhar suas ideias no Fórum de Navegantes.

Fórum de Cutltura - 1º dia - A conversa sobre captação

O primeiro dia do Fórum de Cultura de Navegantes aconteceu depois de uma bela trovoada que encheu o céu de Navegantes e Itajaí de nuvens chumbo. Parece que o céu congestionou-se para assistir ao que aconteceria no auditório da prefeitura.
As convidadas para dar uma palestra sobre captação de recursos para viabilizar os projetos patrocinados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura , foram Cristine Puccini e Carolina, realizaram o ideal de todo fórum, estabelecer uma conversa. Aproveitando o público que nã foi muito grande, mas que contou com vários proponentes contemplados ou não na Lei de Incentivo, ajudaram a todos a construir uma cronologia do avanço das política públicas apra a cultura e orientaram a respeito da responsabilidade e do envolvimento da classe artística com o processo de implantação dos dispositivos de Invcentivo à Cultura e apresentaram modelos de planos de venda dos projetos, deram dicas de como apresentá-los, e executá-los.
acredito que o que imperou na discussão foi a necessidade de informar os empresários sobre o funcionamento da lei de incentivo. Deve-se criar alternativas de implantação da idéia (algo como filme hollywoodiano recém lançado no Brasil com o nome de Origem) a comunidade deve saber uqe alei de incentivo é uma lei de renúncia fiscal, ou seja, o poder público (prefeitura) repassa 30% dos Impostos sobre serviços de qualquer natureza (ISSqn) para realização dos projetos de cultura aprovados no edital. É muito simples. O problema é que aqueles que pagam e os contadores das empresas precisam saber que a fazenda municipal descontará do ISSqn o valor que o empresário depositar na conta do projeto. A prioridade é entender que cultura também faz parte da economia do país e que existem políticas de incentivo e que a responsabilidade social das empresas deve ganhar volume neste momento e aplicar no desenvolvimento sócio cultural parte dos impostos. Vejam que a empresa não está investindo diretamente, é um dinheiro público (impostos) que retorna pra projetos que proporcione ao público algum produto cultural. É difícil? Creio que não.Qual as maneiras de fazer isto acontecer? Precismos discutir, é isso que acontecerá hoje à noite no auditório da prefeitura de Navegantes. Artistas eprodutores, uni-vos!


Poema de Rafael Duarte

Faz um tempão que não vejo o Rafael, amigo véio que encontrei no período em que  Patrícia e eu moramos em Palhoça estudando e dando aulas. Tínahmos um sebo também, o Arcano 17. Rafael cursava letras na mesma universidade que eu. Nos encontramos quando eu era monitor de literaura e nos encontrávamos para ler duas vezes por semana. Rafael ainda, até onde sei não publicou nenhum poema, mas deveria pois possui a chama da poesia. Está morando em Belo Horizonte entre uma faculdade de filosofia em Ouro Preto e um curso de letras na capital. Meoráveis reuniões fazíamos em Palhoça, Patrícia, Éverton, Fernando, Rafael e Gustavo. Tempo de alta produção. Publico aqui um poema deste amigo de longe.
Rafael acredito, encontrou sua voz  poética. isso para muitos poetas demora anos de trabalho, de escrita e reescrita de poemas. os poemas que conheço, trazem um sibilar, uma prosódia mineira entrecortada pelo tempo aquele de erguer a cabeça e experimentar o som do verso lido antes, o tempo da reverberação mínima que o poema causa ao mínimo ruído das letras.

***

eu diria da falta que pesa todos os dedos das mãos
e
se eu conseguisse livros além da sensibilidade que tenho
ocuparia as mãos
do peso que traz uma pequena felicidade:
a linguagem. ou. a nova possibilidade de linguagem. ou. um sopro.
também penso nos livros como casa. e nas casas como pessoas.
as mãos seriam portas.
e
através do primeiro contato 
leríamos com certa intensidade
inclinada a ser a linguagem dos dias.
é
como se apaixonar.
ou
se arriscar a fugir as 5 da manhã.
quando as tentativas são pequenas é bom que invente algo grande.
o tempo arrasta. é verdade.
mas o prazer e as possibilidades aumentam.
seria um risco não me entregar ao amor.
ou
seria como ter insônia.
outra tentativa é recriar o mundo pelas leituras que existem.
algo que o mundo todo faz. mas é inviável.
existem mais leituras que mundo.
desisti faz 2 meses e meio.
                  ...
queria escutar agora uma pergunta:
o que não tem em você?
e
tomado de certa excitação juvenil
e de um cheiro que não sai de mim
não responderia.
silenciosamente passariam os dias
e aquela invenção que fiz da linguagem seria só: uma idéia.
é como a sutileza no momento errado.
ou
um suspiro depois de um longo silêncio.
ou.
um sopro.
rafael

Poema de Edmond Jabès


Aquí, el final

Aqui, el final de la palabra, del libro, del azar.//Desierto!/Arroja  esse dado. No sierve para nada.//Aqui, el final del juego, de la semejanza./El infinito, mediante su letras, niega el final.//Aqui, el final no puede ser negado. Es infinito.//Aqui no es el lugar,/ni siquiera la huella.//Aqui es arena.


Aqui, o fim

Aqui, o fim da palavra, do livro,do acaso.

Deserto!
Lança este dado. Não serve para nada.

Aqui, o fim do jogo, da semelhança.
O infinito mediante suas letras, nega o fim.

Aqui, o fim não pode ser negado. É infinito.

Aqui não é o lugar,
Nem sequer o vestígio.

Aqui é areia.

trad. Cristiano Moreira

Edmond Jabès

Nasceu no Cairo em 1912 e faleceu em Paris em 1991. Foi um dos grande nomes da poesia do século XX. De origem judaica, partiu do Egito quando o país expulsou os judeus em 1956 exilando-se em Paris. Estabeleceu contato com Max Jacob e outros surrealistas embora esta estética não tenha sido seguida em sua poesia. Em 1967 obteve cidadania francesa e  junto com Sartre, Albert Camus e Levi-Strauss, teve seu trabalho exposto na  Exposição Mundial de Montreal. Sua obra é permeada pelo misticismo judaico, uma das razões que levaram filósofos como Maurice Blanchot e Jacques Derrida a se interessarem por seu trabalho.