culturanavegante@gmail.com

visite o dengo-dengo cartoneiro - projeto de formação de leitores
http://dengodengocartonero.blogspot.com/

domingo, 28 de novembro de 2010

Para iniciar a semana

Sabendo que os artistas da cidade nesta quinta feira, dia 02 de dezembro, farão uma manifestação na praça central de navegantes com o intuito primeiro de manifestar o objeto de arte e segundo o de mobilizar e anunciar para quem não sabe (empresários principalmente), que alguns artistas possuem projetos aprovados pela lei de incentivo à cultura e que precisam que os mecenas (porque se trata de lei de mecenato) recebam os produtores e artistas para conhecer as propostas e o funcionamento da lei. a lei é um dispositivo que só funcionará se os empresário entenderem que o dinheiro do ISSQN que ele deve pagar pode ser um investimento na produção cultural da cidade.

Para começar a semana um frase de Teixeira Coelho que serve para a ocasião.

"Cultura é o resultado de uma longa conversa de que todos participam. Qualidade só se consegue no processo  de uma longa conversa de que todos participam."
(In. Guerras Culturais, Iluminuras, 2000)

Uma semana de Cultura Navegante

Escrevo na madrugada de segunda feira da casa de um amigo em são josé s.c. escrevo em um espaço virtual que irá completar, na tarde desta segunda feira, 29 de novembro, uma semana de existência na rede. a ideia do cultura navegante é poder divulgar a cultura não só de navegantes pois as culturas transitam pelos limiares diversos que desenham o planeta, a cultura navega, de ferros erguidos e velas içadas, através das narrativas de cada sujeito onde quer que esteja. a arte como quis paul valéry é o objeto sem mediação sem logradouro, sem lugar (mallarmé). agradeço as pessoas que por aqui passaram e que continuem passando e participando.
neste exato momento temos o número de 
522 visitas em menos de 7 dias.
um excelente começo
obrigado.

sábado, 27 de novembro de 2010

Uma narrativa para o fim de semana

Já que estamos em mobilização para o movimento artístico da cidade, deixo uma narrativa de Franz Kafka.
Leia, se quiser e comente, podemos inciar um fórum de leitores. abraço.

O artista da fome

fim do fórum foi festa

ontem foi o encerramento do 1º fórum municipal de cultura contou com mais uma discussão muito madura sobre os caminhos da arte em navegantes.  temos um configuração ímpar na anfri. possúímos, conselho de cultura, lei de incentivo, acordo de cooperação entre minicípio e governo federal assinado, sistema e palno de cultura em andamento e uma fundação. O que não temos ou melhor, nao encontramos ainda, empresas dispostas a apoiar os projetos aprovaods na lei de incentivo à cultura. Não tivemos ainda um envolvimento dos próprios artistas que faltaram ao fórum, foi-se.
terminamos de ler e aprovar pequenas alterações na lei de incentivo à cultura, que em breve colcarei à dispopsição aqui. uma ação proposta pelos artistas será efetuada nesta semana. No dia 02 de dezembro, os artistas farão um movimento na praça central de navegantes ao fima da tarde, chamando a atençaõ para que os empresários que recolhem ISSQN atendamos proponentes que tiveram seus projetos aprovados pela lei.
a ação terá o seguinte tema:

PROCURA-SE MECENAS!

Após o termino do fórum foi realizado um sarau no Deny's Bier felizmente numa noite em que outro amigo e artista Maycow estava fazendo um som. Foi agradabilíssimo. Leitura de Quintana, Cristiano Moreira, Vicente Cechelero, Bertold Brecht entre outros causo da cidade foram ouvidas na noite.
Dona Vilma e cultura imaterial, narrativas dos navegantes

Patrícia recitando Brecht

Alguns dos ouvintes que também estavam no fórum

Lendo Vicente Cechelero

MArcos dizendo Quintana

Fantasmagorias I

hoje a ricrecord transmitiu um programa com algumas inserções direto daqui, de navegantes no jornal do meio dia. seria uma maneira de divulgar a cidade de navegantes? sim, podemos pensar em primeiro impulso, pois sabemos que a tv existe em centenas de lares e muitas famílias almoçam diante de um aparelho de tv.
podemos pensar da emsma maneira, que a produção do programa precisa variar e diversificar a pauta e o foco  pois sua pauta lotada com notícias de itajaí, não interessaria muitos moradores desta cidade da mergem esquerda. muito bem está montada a pauta, é só atravessar o ferry boat com uns cabos, uma jornalista e mais nada. está montado o programa.
o que podemos pensar ainda sobre este movimento? que tipo de interesse e movimentação há neste ourtro lance da sociedade do espetáculo senão armar mais uma fantasmagoria mudando o lado do rio?
gostaria de saber se o departamento de jornalismo entrou em contato com as secretarias, fundações ou entidades, associações de moradores, enfim, o terceiro setor. Procuraram artistas ou esperaram que as pessoas se oferecessem para mostrar o trabalho? acredito que toda manifestação artística é válida e importante.
acontece que, ao menos uma tenda daquelas utilizadas em festas medindo 5X5 metros ,pderia ser instalada para não deixar a repórter, as crianças que iriam dançar e cantar sob sol do meio dia ( nome de um filme de Eliane Caffé). as pequenas bailarinas muito bem vestidas cabiam dentro da sombra de suas saias, giravam sob o sol e sobre o asfalto. 
o que fica claro é que as pessoas, nós que praticamos arte quermos que seja visto.
os artistas de navegantes precisam se organizar para apresentar sua arte em qualquer lugar mesmo que seja ao sol do meio dia, mas nunca se há uma rede de tv faturando com isso sem dar o mínimo de infra estrutura. se estes artistas se moverem para apresentar seu trabalho para as pessoas de sua cidade, o efeito da arte acontecerá da mesma maneira. a tv não acrescenta arte a nada. por isso não fui até praça para falra da lei de incentifo a cultura. porque talvez quem tenha que ouvir não estivesse ligado à tv.
precisamos conversar uns com os outros divulgando os trabalhos, estudando a respeito do que se faz, por que o artista deve conhecer um pouco do universo em que ele transita e isso é uma construção que exige dedicação, não televisão. vá a televisão , é importante divulagar o trabalho, já fiz isso mas é preciso o mínimo de receptividade e de interesse em receber bem qualquer convidado, deixar os artistas sob o sol  é hostilidade. não é à toa que na etimologia da palavra hospitalidade está a palavra hostilidade. é como se dissessem "hospedamos sua arte em nosso médium, mas seremos hostis e lhe deixaremos sob o sol".
defender a obra de arte. o poeta francês paul valéry questionando-se sobre o que afinal são obras de arte, escreveu que são "objetos no sentido material da expressão ou seuquências de ações como acontece no drama, na dança ou conjunto de impressões sucessivas que também são produzidas por ações, como na música". paul valéry está dizendo que a arte é o resultado do trabalho , que o valor da arte está no objeto de arte, não estará em qualquer explicação que o artista possa dar. valéry diz que a prórpia obra é o médium, o meio, a mídia e que não é necessário nenhum intermediário entre produtor e consumidor. nenhuma propaganda atribuirá mais valor a uma obra de arte.

(a citação foi recortada de Estética do Laboratório, do argentino Reinaldo Laddaga. Adriana Hidalgo editora, 2010)

Francis Picabia- Capa da Revista 291 -1915


 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sarau de Poesia? Tem sim sinhô!!!

HOJE aPÓS O TÉRmINO DOS TRABaLHoS DO 1º FÓRuM DE CUlTURa DE NaVEgANTeS,
HAvErÁ uM SaRaU  No dENNIS bIER NA aV. pREF.jUVENAL mAFRA.

APREREÇAM!!! LEVEM UM POEMA OU APENAS O OUVIDO. NÃO OLVIDEM!!

22 HORAS.

AqUI AdIAnTO Um pOeMa


moribundo

moribundo,
ainda vago com a carta náutica na mão
no escuro

um braile mórbido dentro da  tormenta

meu remo é a palavra
tão leve quanto uma âncora
lançada ao lodo

na surda navegação
o aço desce à medula do mar

a clarabóia afunda no erro
erro, o erro do corpo

risco na carta um mapa – um rumo
a rota de um serrote dança no silêncio da carta
dentro da garrafa de carne,
garrafa de osso
corpo de vidro

a letra morta imersa no tempo
é o poema que chegará ao destino
como último gesto do corpo

Fórum de Cultura - 1º dia - A conversa sobre captação e desenvolvimento de projetos

O Artista Inconfessável - João Cabral de Melo Neto

Em meio a toda a discussão sobre fazer arte em Navegantes e para quem não sabe ainda o valor ou se vale a pena fazer ou não fazer arte, bem como ao s empresários que não sabem se vale a pena investir ou não em cultura, vai um poema do pernambucanso João Cabral.

O Artista Inconfessável

Fazer o que seja é inútil.
Não fazer nada é inútil.
Mas entre fazer e não fazer
mais vale o inútil do fazer.
Mas não, fazer para esquecer
que é inútil: nunca o esquecer.
Mas fazer o inútil sabendo
que ele é inútil e que seu sentido
não será sequer pressentido,
fazer: porque ele é mais difícil
do que não fazer, e dificil-
mente se poderá dizer
com mais desdém, ou então dizer
mais direto ao leitor Ninguém
que o feito o foi para ninguém.

Fórum de Cultura - 2º Dia

No segundo dia do fórum de cultura de Navegantes, compomos uma mesa de discussão sobre os avanços das políticas públicas e da construção do sistema municipal de cultura. Recebemos a visita de Silvestre  Ferreira Presidente da CONGESC (Conselho dos gestores culturais de Santa Catarina) que falou sobre as experiências da Fundação Cultural de Joinville. Para resumir sem ficar enchendo linguiça, o que ficou claro é que a classe artística precisa se organizar e manifestar seus desejos para que o poder público preste atençao naquilo que entendemos por prioridades. Outra situação constatada foi a da necessidade de envolvimento de toda a comunidade nos movimentos culturais. Cultura não é algo que se fça em laboratório e distribua ao "povo" como alguns jargões de campanha afirmam. Cultura existe com o povo e as políticas públicas para a cultura são maneira de oportunizar que as pessoas mostrem, resgatem reinventem seus traços culturais. A necessidade da arte deve ser entendida como uma questão de saúde comunitária. Promover apossibilidade da arte na cidade é uma questão de partilha, de uma "partilha do sensível" com oorienta o pensador francês Jacques Rancière. Para Rancière a política se baseia em uma estética, ou seja,  acontece no mundo das sensiblidade (estética do grego sentir). As artes da mesma maneira, são manifestações estéticas. Não se trata absolutamente de uma necessidade da estetização das políticas públicas, mas fundamentalmente de uma partilha que comtribuirá para o desenvolvimento da comunidade, mesmo que esta comunidade não sja possível sob o signo de igualdade, pois o que resta ao fim e ao cabo, são as diferenças. Para que esta partilha do sensível seja possível, temos que envolver setores como educação, saúde, bem estar social, conselhos e cidadãos. A arte não é uma relação do sujeito com o mundo como se houvesse esta hierarquia, a arte é uma relação do sujeito no mundo.
Marcos Montagna, Cristiano Moreira e Silvestre Ferreira

Público participando do Fórum

GRupo de Trabalho sobre a Lei de Incentivo

GRupo de Trabalho sobre o Palno Municipal de Cultura

Para encerrar, uma canja da banda municipal

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Plano Municipal de Cultura de Rio Branco - Acre

O estado que saiu na frente com a impnatação do Palno Municipal de Cultura foi o Acre. aqui o link para o blog da cultura em Rio Branco onde estão disponíveis os documentos tanto do plano como os editais de incentivo à cultura.

http://culturarb.blogspot.com/2008/10/plano-municipal-de-cultura-roteiro-de.html

O gigante e o berço

Porto de Navegantes


no Itajaí açu, preparam o gigante
para levá-lo ao berço
os braços erguidos 
das matronas aguardam
a evolução na bacia
um banho no lugar
onde antes era a divinéia
dura um sonho ruidoso
seu sono de aço no leito.

O escritor português Gonçalo M. Tavares recebe prêmio na França.

O autor de Um Homem Klaus Klump (Cia. das Letras), vencedor de entre outros, o Portugall Telecom de 2007, recebeu prêmio de melhor livro estrangeiro publicado na França em 2010, concurso que já premiou escritores como o austríaco Robert Musil, autor de O Homem Sem Qualidades (primeira edição incompleta 1943, depois foi proibido e reeditado com mais um volume em 1952). Além de vários títulos publicados no Brasil pela Cia das Letras, tem ainda  O Livro da Dança editado e publicado em Santa Catarina pela Editora da Casa, do meu amigo e recém premiado Carlos Henrique Schroeder.

Tem mais aqui:
http://www.publico.pt/Cultura/goncalo-m-tavares-recebe-premio-do-melhor-livro-estrangeiro-publicado-em-franca_1467559

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

http://www.simdec.com.br/site/

Neste site você encontra os editais de incventivo à cuiltura de Joinville. Baixe e leia e compare com o nosso, é uma forma de entender formas diferentes de formento e partilhar suas ideias no Fórum de Navegantes.

Fórum de Cutltura - 1º dia - A conversa sobre captação

O primeiro dia do Fórum de Cultura de Navegantes aconteceu depois de uma bela trovoada que encheu o céu de Navegantes e Itajaí de nuvens chumbo. Parece que o céu congestionou-se para assistir ao que aconteceria no auditório da prefeitura.
As convidadas para dar uma palestra sobre captação de recursos para viabilizar os projetos patrocinados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura , foram Cristine Puccini e Carolina, realizaram o ideal de todo fórum, estabelecer uma conversa. Aproveitando o público que nã foi muito grande, mas que contou com vários proponentes contemplados ou não na Lei de Incentivo, ajudaram a todos a construir uma cronologia do avanço das política públicas apra a cultura e orientaram a respeito da responsabilidade e do envolvimento da classe artística com o processo de implantação dos dispositivos de Invcentivo à Cultura e apresentaram modelos de planos de venda dos projetos, deram dicas de como apresentá-los, e executá-los.
acredito que o que imperou na discussão foi a necessidade de informar os empresários sobre o funcionamento da lei de incentivo. Deve-se criar alternativas de implantação da idéia (algo como filme hollywoodiano recém lançado no Brasil com o nome de Origem) a comunidade deve saber uqe alei de incentivo é uma lei de renúncia fiscal, ou seja, o poder público (prefeitura) repassa 30% dos Impostos sobre serviços de qualquer natureza (ISSqn) para realização dos projetos de cultura aprovados no edital. É muito simples. O problema é que aqueles que pagam e os contadores das empresas precisam saber que a fazenda municipal descontará do ISSqn o valor que o empresário depositar na conta do projeto. A prioridade é entender que cultura também faz parte da economia do país e que existem políticas de incentivo e que a responsabilidade social das empresas deve ganhar volume neste momento e aplicar no desenvolvimento sócio cultural parte dos impostos. Vejam que a empresa não está investindo diretamente, é um dinheiro público (impostos) que retorna pra projetos que proporcione ao público algum produto cultural. É difícil? Creio que não.Qual as maneiras de fazer isto acontecer? Precismos discutir, é isso que acontecerá hoje à noite no auditório da prefeitura de Navegantes. Artistas eprodutores, uni-vos!


Poema de Rafael Duarte

Faz um tempão que não vejo o Rafael, amigo véio que encontrei no período em que  Patrícia e eu moramos em Palhoça estudando e dando aulas. Tínahmos um sebo também, o Arcano 17. Rafael cursava letras na mesma universidade que eu. Nos encontramos quando eu era monitor de literaura e nos encontrávamos para ler duas vezes por semana. Rafael ainda, até onde sei não publicou nenhum poema, mas deveria pois possui a chama da poesia. Está morando em Belo Horizonte entre uma faculdade de filosofia em Ouro Preto e um curso de letras na capital. Meoráveis reuniões fazíamos em Palhoça, Patrícia, Éverton, Fernando, Rafael e Gustavo. Tempo de alta produção. Publico aqui um poema deste amigo de longe.
Rafael acredito, encontrou sua voz  poética. isso para muitos poetas demora anos de trabalho, de escrita e reescrita de poemas. os poemas que conheço, trazem um sibilar, uma prosódia mineira entrecortada pelo tempo aquele de erguer a cabeça e experimentar o som do verso lido antes, o tempo da reverberação mínima que o poema causa ao mínimo ruído das letras.

***

eu diria da falta que pesa todos os dedos das mãos
e
se eu conseguisse livros além da sensibilidade que tenho
ocuparia as mãos
do peso que traz uma pequena felicidade:
a linguagem. ou. a nova possibilidade de linguagem. ou. um sopro.
também penso nos livros como casa. e nas casas como pessoas.
as mãos seriam portas.
e
através do primeiro contato 
leríamos com certa intensidade
inclinada a ser a linguagem dos dias.
é
como se apaixonar.
ou
se arriscar a fugir as 5 da manhã.
quando as tentativas são pequenas é bom que invente algo grande.
o tempo arrasta. é verdade.
mas o prazer e as possibilidades aumentam.
seria um risco não me entregar ao amor.
ou
seria como ter insônia.
outra tentativa é recriar o mundo pelas leituras que existem.
algo que o mundo todo faz. mas é inviável.
existem mais leituras que mundo.
desisti faz 2 meses e meio.
                  ...
queria escutar agora uma pergunta:
o que não tem em você?
e
tomado de certa excitação juvenil
e de um cheiro que não sai de mim
não responderia.
silenciosamente passariam os dias
e aquela invenção que fiz da linguagem seria só: uma idéia.
é como a sutileza no momento errado.
ou
um suspiro depois de um longo silêncio.
ou.
um sopro.
rafael

Poema de Edmond Jabès


Aquí, el final

Aqui, el final de la palabra, del libro, del azar.//Desierto!/Arroja  esse dado. No sierve para nada.//Aqui, el final del juego, de la semejanza./El infinito, mediante su letras, niega el final.//Aqui, el final no puede ser negado. Es infinito.//Aqui no es el lugar,/ni siquiera la huella.//Aqui es arena.


Aqui, o fim

Aqui, o fim da palavra, do livro,do acaso.

Deserto!
Lança este dado. Não serve para nada.

Aqui, o fim do jogo, da semelhança.
O infinito mediante suas letras, nega o fim.

Aqui, o fim não pode ser negado. É infinito.

Aqui não é o lugar,
Nem sequer o vestígio.

Aqui é areia.

trad. Cristiano Moreira

Edmond Jabès

Nasceu no Cairo em 1912 e faleceu em Paris em 1991. Foi um dos grande nomes da poesia do século XX. De origem judaica, partiu do Egito quando o país expulsou os judeus em 1956 exilando-se em Paris. Estabeleceu contato com Max Jacob e outros surrealistas embora esta estética não tenha sido seguida em sua poesia. Em 1967 obteve cidadania francesa e  junto com Sartre, Albert Camus e Levi-Strauss, teve seu trabalho exposto na  Exposição Mundial de Montreal. Sua obra é permeada pelo misticismo judaico, uma das razões que levaram filósofos como Maurice Blanchot e Jacques Derrida a se interessarem por seu trabalho.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

1º Fórum Municipal de Cultura

Acontecerá nos dias 24,25 e 26 de novembro o 1º Fórum Municipal de Cultura de Navegantes. O Fórum faz parte das movimentações para deixar Navegantes dentro dos parâmetros exigidos pelo PNC Plano Nacional de Cultura. Tudo isso que é ainda pouco ventilado faz parte das estratégias daFundação para que navegantes não deixe de receber recurso por falta de organização e planejamento, por isso já foram cumpridas várias etapas: Criação do Conselho de Cultura, realização da Conferência Municipal de Cultura, Assinatura do Sitsema Municipal de Cultura. Agora no fórum precisaremso pensar outras estra´tegias e principalmente a Elaboração do plano municipal que orientará as políticas públicas para o setor nos próximos 10 anos. O movimento é importante, temos que compartilhar. Segua a programação do Fórum e as diretrizes do PNC.

Os 13 princípios do PNC são:

- Liberdade de expressão, criação e fruição

- Diversidade cultural

- Respeito aos direitos humanos

- Direito de todos à arte e à cultura

- Direito à informação, à comunicação e à crítica cultural

- Direito à memória e às tradições

- Responsabilidade socioambiental

- Valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável

- Democratização das instâncias de formulação das políticas culturais

- Responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais

- Colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura

- Participação e controle social na formulação e acompanhamento das políticas culturais

São objetivos do Plano Nacional de Cultura:

I – reconhecer e valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira;

II – proteger e promover o patrimônio histórico e artístico, material e imaterial;

III – valorizar e difundir as criações artísticas e os bens culturais;

IV – promover o direito à memória por meio dos museus, arquivos e coleções;

V – universalizar o acesso à arte e à cultura;

VI – estimular a presença da arte e da cultura no ambiente educacional;

VII – estimular o pensamento crítico e reflexivo em torno dos valores simbólicos;

VIII – estimular a sustentabilidade socioambiental;

IX – desenvolver a economia da cultura, o mercado interno, o consumo cultural e a exportação de bens, serviços e conteúdos culturais;

X – reconhecer os saberes, conhecimentos e expressões tradicionais e os direitos de seus detentores;

XI – qualificar a gestão na área cultural nos setores público e privado;

XII – profissionalizar e especializar os agentes e gestores culturais;

XIII – descentralizar a implementação das políticas públicas de cultura;

XIV – consolidar processos de consulta e participação da sociedade na formulação das políticas culturais;

XV – ampliar a presença e o intercâmbio da cultura brasileira no mundo contemporâneo;

XVI – articular e integrar sistemas de gestão cultural.

10 anos da Fundação Cultural



A Fundação Cultural de Navegantes completa em 2010, dez anos de existência. Nesta data podemos comemorar a implantação do conelho de cultura, a realização da conferência de cultura , passo importante para que o municiío esteja de acordo com as políticas publicas do governo federal para este setor. Podemos comemorar também a assinatura do sistema municipal de cultura quase que no memso instante em que o governo federal tambem firma este convênio. Neste ano 10 navegantes teve pela primeira vez a lei municipal de incentivo à cultura que existia engavetada desde 2003. Agora nos preparamos para o  1º Fórum Municipal de Cultura e vamos lutar junto à fundação pelo Fundo Municipal de Cultura. Estamos avançando e cada vez mais é preciso do envolvimento de cada produtor cultural e de cada artista da cidade.

Espetáculo teatral move o moinho da cultura em Navegantes

Promover a cultura da cidade é uma das tarefas de uma fundação cultural. Existem muitas outras, mas a promoção da cultura é a que a classe artística está mais preocupada pelo fato de que este ítem da lista de funções da fundação gera trabalho para os artistas.
Uma das facetas desta cidade é que os artistas precisam se organizar para conduzir e produzir seus trabalhos e para isto não basta a fundação ou melhor, para isto é primordial a vontade dos artistas em fazer, simplesmente.
Na noite de ontem fui asssitir ao espetáculo Entre Histórias, montado pelos artistas do Criando Histórias, grupo oruindo das oficinas de teatro oferecida pela fundação e coordenada pelo diretor Zé Mario. O Zé Mario montou uma equipe apaixonada, dirigiu um espetáculo que dialoga com o imaginário dos moradores de Navegantes. A peça apresentada é composta por cenas, como se algum dos moradores desta cidaded estivesse sonhando com as várias histórias que compõem o sujeito navegantino. Entre uma história e outra, surge o condutor dos expectadores,  personagem guia das criaturas privilegiadas por poderem visitar este sonho de alguém. Um sonho de alguém, mas que pode ser pensado como um sonho coletivo da fundação de uma cidade. O cicerone desta expedição onírica parece ter saído de uma narrativa de Lewis Carrol e sua aparição já deixa ao expectador a missão de mergulhar em seu prórpio imaginário.
Há momentos muito significativos como a senhora que aguarda a volta do marido e enche o espaço com sua angústia da vã espera, refletindo as inúmeras vozes que se calaram ao saber das notícias de naufrágios que as deixaram sozinhas; o relato do pescador sobre amar o mar, mas antes, a passagem da cena e de ambiente na qual nós temos que mergulhar em outro nível passando por um corredor de tiras plásticas que parecem tentáculos de água viva, líquidos aminióticos do imaginário. Passamos por uma reflexão do padroeiro da cidade sobre a modernidade e o afeto; e chegamos ao lugar da história, a voz das atrizes vestidas de branco como o prórpio encanto da luz do trilho ou as vozes de sereias que convidam ao expectador entregar-se ao prazer da recordação ornada com fotografias de uma navegantes somente possível através da emória ou da arte.
Temos sim arte nesta cidade e estamos vivendo um momento importante, um momento em que podemos entusiasmarmos para produzir arte. Como afirmou Marcos Montagna, o superintendente da fundação, ainda não temos o espaço adequado, mas é possível fazer. Quanto ao espaço, esperamos para 2011 a promessa do prefeito Roberto Carlos de Souza (que estava assistindo ao espetáculo e isso é um bom sinal), segundo  a qual teremos um espaço no próximo ano. Esperamos todos por isso para içarmos ainda mais alto as velas desta nossa cultura navegante.



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lançamento de Livro Comemora 150 anos de Itajaí

Como parte dos festejos do sesquicentenário de Itajaí, acontecerá dia 11 de novembro às 20 horas, na Sociedade Guarani, o lançamento do livro RETRATOS – Itajaí 150 anos de autoria dos poetas Antonio Carlos Floriano e Cristiano Moreira e dos fotógrafos Marcos Porto e Ronaldo Silva Jr. O projeto é uma iniciativa da Freguesia  Produção Cultural e editado pela Papa Terra Editora.
O livro de fotografias reúne 110 retratos de itajaienses que ajudam ou ajudaram a construir de alguma maneira a história e o cotidiano da cidade, nos mais variados seguimentos da sociedade. Para escolher os fotografados, o critério foi o mais simples possível: ser morador de Itajaí. Duas pessoas das 110 fotografadas, Valdir João da Silva e Margareth Pires Pereira, faleceram durante o processo de edição do livro e são homenageados in memoriam.
A proposta de fazer um livro de RETRATOS, segundo os autores no prefácio do livro, é tentar responder as seguintes perguntas: “Do que é feita uma cidade? De qual matéria é tecida sua existência, seu progresso e sua história senão da vida, dos novelos dos desejos e experiências de seus habitantes? Como retratar uma cidade aos cento e cinqüenta anos?”. Para estas questões a resposta é mostrar que uma cidade é feita em primeiro lugar de pessoas e que cada rosto conta uma parte importante da história de uma cidade.
O livro reúne a diversidade, a beleza e a alegria do povo de Itajaí. Uma cidade que, por sua geografia e importância econômica no estado, possui um povo acostumado ao trânsito de pessoas, e culturas, uma cidade rica e acolhedora. Mostrar o rosto desta cidade presta-se como um agradecimento e uma homenagem às pessoas que trabalharam e continuam trabalhando para esta construção.
Retratos – Itajaí 150 anos, Editora Papa Terra, 144 páginas, 2010.O livro pode ser encontrado na Livraria Casa Aberta pelo preço de R$ 40,00.



Mais de 200 pessoas compareceream ao lançamento do livro.

Os autores do livro

Panorama Jaraguá de Literatura

Nos dias 12, 13  e 14 de novembro aconteceu em Jaraguá do Sul o 1º Panorama Jaraguá de Literatura. Coordenado pelo escritor Carlos Henrique Schroeder, o evento reuniu alguns escritores e produtores para uma conversa sobre os destinos da literatura, os problemas insolúveis da poesia e ao fim e ao cabo, para alimentar o desejo pela leitura.


Da esq. para dir., Carlos Henrique Schroeder, Cristiano Moreira e Marco Vasques

  Fui convidado para uma conversa com o poeta Marco Vasques, sobre o tema "O que é poesia". 
Sabemos que é uma pergunta irrespondível pois a poesi tem como uma das suas características principais, a disseminação dos sentidos. A poesia, costumo dizer, é inalcansável. O os poetas fazem é escrever versos, poemas. Esses verso funcionam como espécie de estelas ou colunas que sustentam a poesia. Sustentam somente, mas a poesia paira sobre estas colunas e nós jamais a encontraremos. Sabemos dela, mas o encontro é o fim. neste caso a poesia é tão avassaladora quanto a morte que só sabemos quando esta chega, mas assim já não podemos testemunhar a respeito.

Mas o que importa ainda mais nisso tudo, é que o Carlos Schroeder, com apoio do poder público e das leis de incentivo à Cultura, iniciou a algum tempo um trabalho de formação com vários jovens escritores, ou melhor, jovens que queriam ser escritores e encontraram maneiras de ler e trocar estas experiências.

Em Jaraguá do Sul, exitem fundos e os editais para cada área específica, ou seja, o produtor selecionado não precisa mais captar junto às empresas, recebe o dinheiro direto do fundo. Assim, tanto produtores, artistas e município ganham com uma crescente produção cultural.

Na semana passada outro escritor e amigo, Dennis Radünz, conseguiu, depois de um processo trabalhoso, aprovar o fundo municipal de cultura de Florianópolis, um feito notável já que se trata da capital, lugar com um grande número de produtores culturais.

Navegantes está caminhando para este processo. A Fundação Cultural conseguiu este ano implantar a Lei municipal de incentivo à cultura com um valor de R$ 150.000,00 distribuidos em 17 projetos. A maioria ainda não conseguiu captar. Isto é devido à pouca experiência dos produtores e dos empresários. Muitas empresas enquadradas no simples nacional não sabem como operar o desconto de um apoio a lei de incentivo. Espero poder publicar em breve estes esclarecimentos.

Vamos caminhando, dias 25 e26 de novembro teremos a Conferência Municipal de Cultura.